Tecnologia de impressão 4D propõe modificar forma original de objetos

Publicado por Comunicação e Marketing em 15 de Maio de 2017, 15:10

Foto: Big Ideia

Texto Original: Big Ideia - Estado de Minas

Adaptação: Lara Pechir

Cientistas da Georgia Tech University (Estados Unidos), da Universidade de Tecnologia e Design de Cingapura e da Universidade de XI’an Jiaotong (China) criaram um novo tipo de impressão 4D que modifica a forma original de objetos mediante exposição ao calor ou à umidade.

“O material tem uma forma inicial. Nós usamos a sensibilidade à temperatura, uma das propriedades mecânicas dos polímeros, para obter o efeito de memória. Ele é programado para adquirir nova forma depois de submetido ao calor”, explica Jerry Qi, professor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Georgia Tech University e um dos autores do estudo.

As peças em 4D terão potencial para uma série de recursos. Os pesquisadores creem que, no futuro, a tecnologia permitirá que os componentes respondam a outros estímulos físicos — como temperatura, umidade e luminosidade —, de forma mais precisa e cronometrada, o que permitirá a criação de estruturas espaciais, dispositivos médicos implantáveis, robôs, brinquedos e outros objetos.

Para o professor Ricardo Rabelo, presidente da Feop e especialista em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), as aplicações desse tipo de objeto são muito diversificadas — variam de canos adaptáveis a condições climáticas ou ambientais, além de utensílios domésticos, veículos e ferramentas de autoconfiguração. “Canos usados em tubulações poderiam ser readaptados em situações extremas, como terremotos, sem precisar ser substituídos. A mudança da forma se torna mais controlável do que apenas a elasticidade de determinados materiais.” Rabelo crê que a impressão 4D poderá ser útil para astronautas, ao dar origem a móveis domésticos que se reconfiguram facilmente. “Você compra um móvel que vem empacotado. Se ativar um estímulo físico, ele mudará de forma. Ele sai do modo empacotado e se reconfigura para o que você desejar. Se o reverso ocorrer, você poderá guardá-lo novamente para transporte.”

O próximo passo da pesquisa será integrar o método em nova forma de fabricar ferramentas. “Atualmente, estamos trabalhando para obter uma maior compreensão sobre o comportamento dos polímeros que se alteram com o calor e, em seguida, veremos como otimizar o projeto. Além disso, queremos expandir isso para projetos 4D mais complicados”, afirma Jerry Qi.

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